Quando a Cultura DevOps Transcende a Tecnologia!

Entrevista concedida ao Congresso de Brasileiro de Gestão de Projetos e Liderança no dia 13/02/2019 falando sobre a Cultura Devops

Em 2001, o manifesto ágil surgiu com o objetivo de desenvolver softwares com menos desperdícios, mais qualidade, mais interação e com foco na entrega para o cliente. Mas com o passar dos anos, agilistas começaram a observar que precisavam melhorar toda a cadeia de valor (fluxos de desenvolvimento de produto). 

Para suprir essa necessidade, em 2008 surgiu a Cultura DevOps. “Ela veio para melhorar a comunicação, a automação e a colaboração entre os fluxos, diminuindo gaps e evoluindo o desenvolvimento, a infraestrutura e a qualidade em todo o processo”.


A explicação é de Annelise Gripp, Consultora e Especialista em Transformação Digital e Ágil, que discutirá o tema durante o XIV Congresso Brasileiro de Gestão, Projetos e Liderança (CBGPL). O evento, promovido este ano pelo Capítulo PMI São Paulo, acontecerá em Campinas (SP),de 20 a 22 de maio.

Segundo a palestrante, “os bons resultados só virão se usarmos a cultura, que está mais focada em compartimentos e mindset como: feedbacks, comunicação, integração, colaboração, melhorias contínuas, somadas à automação, quebra de silos, redução de atritos e desperdícios no processo, medição e monitoração de todo fluxo de valor. Não adianta formar uma equipe com excelentes técnicos e com boas ferramentas, se eles não interagem entre si, não trabalham como um time na busca por melhoria contínua no processo e entrega de valor/satisfação para o cliente”.

Como engajar a equipe

É consenso que a DevOps vai muito além de bons profissionais técnicos e boas ferramentas que suportam todo o trabalho.

“Para obtermos sucesso e conseguirmos fazer com que a Cultura DevOps realmente alavanque a Transformação Ágil, precisamos que os profissionais tenham uma boa comunicação, que colaborem uns com os outros, proponham mudanças e melhorias, compartilhem conhecimentos e experiências, entendam a necessidade do cliente”, destaca Annelise.

E para que essa integração possa acontecer, além das pessoas e das ferramentas, é essencial um ambiente organizacional que apoie todas as ações, que desfaça silos e impedimentos entre as áreas de conhecimento.

Como toda mudança, essa transformação traz desconforto e preocupação com o trabalho. “Por isso a comunicação e o envolvimento com os colaboradores devem ser transparentes e recorrentes, minimizando a insegurança”, diz.

Além de palestras, workshops e capacitação para esse novo formato, a especialista destaca que é extremamente importante que a empresa tenha o acompanhamento de um consultor, ou de um colaborador, com experiência para suportar e apoiar as transformações a serem feitas

“Os colaboradores, por sua vez, precisam estudar, experimentar, colocar em prática, falar suas opiniões, colaborar, interagir. E a empresa tem que criar esse ambiente. É um trabalho de “formiguinha”, mas quando se torna um hábito, a curva de aprendizado evolui”, conclui.

Mini Biografia Annelise Gripp – Há 24 anos eu trabalho com Engenharia de Desenvolvimento de Software. Nos últimos 11 anos, me dediquei a agilidade, onde projetos, produtos e pessoas desenvolvem um trabalho juntos.

Hoje, como Consultora e Especialista em Transformação Digital e Ágil, meu trabalho consiste em expandir, compartilhar e aplicar meus conhecimentos, habilidades e experiências nas empresas públicas e privadas, além de colaborar com comunidades de Agilidade, Tecnologia e Empoderamento Feminino pelo país.

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